Os servidores públicos da Prefeitura de Timóteo rejeitaram, na tarde desta quarta-feira (22), a nova proposta apresentada pelo Executivo municipal e decidiram manter a greve iniciada nas primeiras horas do dia. A deliberação ocorreu em assembleia com cerca de 400 trabalhadores, reunidos em frente à sede da Prefeitura.
A decisão foi tomada após reunião entre representantes do Sindicato dos Servidores Públicos (SINSEP) e a administração municipal, iniciada por volta do meio-dia e encerrada no início da tarde. O conteúdo da proposta foi apresentado à categoria por meio de carro de som, seguindo o rito do sindicato, que prevê divulgação direta aos servidores antes de qualquer posicionamento público.
Entre os pontos apresentados pela Prefeitura está a atualização da primeira faixa salarial para valor não inferior ao salário mínimo nacional, com envio de projeto de lei à Câmara Municipal até o dia 28 de abril de 2026. A proposta também prevê reuniões mensais entre administração e sindicato para discussão do Estatuto e Plano de Carreira, com início em 13 de julho.
O Executivo propôs ainda reajuste salarial de 4,26% para todos os servidores, sendo 3,81% referentes à recomposição inflacionária e 0,45% de ganho real, com efeitos retroativos a março de 2026.
Em relação ao vale-alimentação, os valores sugeridos foram:
A proposta também inclui cronograma para progressões e promoções, com pagamentos escalonados entre 2026 e 2027, conforme legislações municipais. Para os profissionais da educação, foi apresentado reajuste de 5,4% no piso salarial, retroativo a janeiro de 2026.
Outro ponto é a criação de comissões conjuntas entre Prefeitura e sindicato para revisão do Plano de Cargos e Carreiras, tanto dos servidores em geral quanto do magistério, com início previsto entre julho e agosto deste ano.
A administração municipal informou ainda que não haverá desconto salarial dos servidores que aderiram à greve e orientou que não haja retaliações por parte das chefias.
Mesmo com os termos apresentados, a maioria dos servidores presentes votou contra a proposta durante a assembleia, optando pela continuidade do movimento grevista.
Fonte: agencia anva